Tira-Prosa é o nome dado ao principal mascote do Esporte Clube São Bento. Trata-se de um pássaro azul que segura uma clave perfurada por um prego na ponta. Este mascote que, nos anos de 1960 e 1970, figurava nas paredes do corredor de entrada e no portão principal do Estádio Humberto Reale, e que desde 2013 é o mascote oficial do clube, acabou por ser também a principal inspiração para uma das primeiras torcidas organizadas do São Bento – a Torcida Uniformizada Tira-Prosa.
Foram as irmãs Ramalho (Rosa, Maria Helena, Marina, Maria José e Paula) que tiveram a ideia de inaugurar uma torcida que marcasse presença nos estádios com seu próprio signo (o Tira-Prosa). Por estímulo da mãe, foram pioneiras, numa época em que a presença feminina era mal vista nestes locais. A torcida foi inaugurada em 1975 e se manteve ativa por 11 anos. Era frequentada tanto por mulheres, quanto por homens, muito embora fosse considerada, por muitos, como sendo uma “torcida de mulher”.
Mesmo após a extinção da torcida, as irmãs Ramalho continuaram a frequentar as partidas do São Bento e chegaram até mesmo a realizar um curso de arbitragem – algo absolutamente impensável na época – para poderem participar mais ativamente do futebol. Rosa e Maria Helena apitaram algumas partidas amadoras, principalmente aquelas em que havia maiores tensões, pois sua presença, segundo jornais da época, acalmavam os ânimos dos jogadores.
O primeiro bandeirão do Esporte Clube São Bento foi costurado pelas irmãs, que também elaboraram flâmulas, camisas, e outros apetrechos. Tanto Rosa, quanto Maria Helena, chegaram a trabalhar na área administrativa do Clube e, em 2016, participaram ativamente do Conselho Diretor, influenciando diretamente nas decisões tomadas pelo presidente.

