Ao longo de sua carreira, José Reinaldo de Lima fez 255 gols e colecionou títulos pelo Atlético-MG. É o maior artilheiro e ídolo da história do Galo, sendo apelidado de “Rei”. Seu talento com a bola somava-se à atuação política na forma como comemorava seus gols: a saudação Black Power do partido revolucionário estadunidense dos Panteras Negras.
Na Copa do Mundo de 1978, em plena ditadura civil-militar, Reinaldo desobedeceu a ordem do presidente Ernesto Geisel e da CBD (atual CBF), e comemorou com o punho cerrado o gol de empate contra a Suécia, na estreia do Brasil. Sua resistência repercutiu dentro e fora dos campos. Foi perseguido por fazer oposição, mas os segundos com o punho erguido foram os mais emblemáticos de sua trajetória na Seleção Brasileira.





