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Instituição

Memorial do São Paulo F. C.


Instituição

Memorial do São Paulo F. C.


O Memorial do São Paulo Futebol Clube foi criado em 28 de março de 1994 com objetivo de preservar a história do clube através da exposição de fotos, troféus, camisas, painéis e terminais multimídias. Foi o primeiro memorial de clube de futebol a investir em novas tecnologias e multimídia como fontes de informação. Passou por uma reforma geral em 2001, e em 2004 foi rebatizado com o nome de Memorial Luiz Cássio dos Santos Werneck.


Data de fundação

28/03/1994

Histórico do local

Quando o São Paulo Futebol Clube foi refundado era um clube pobre, sem estrutura e patrimônio. As reuniões eram feitas em um porão alugado na Praça Carlos Gomes, na Sé . Bem diferente da primeira fase de vida, iniciada em 25 de janeiro de 1930, quando da junção do time de futebol do Club Athlético Paulistano com a Associação Athlética das Palmeiras, a casa do SPFC ficava na Chácara da Floresta, às margens do Rio Tietê, e abrigava um estádio com capacidade para 15 mil pessoas . Por várias questões políticas internas e externas, a diretoria optou pela fusão com o Clube de Regatas Tietê e extinção do nome e do time de futebol em 14 de maio de 1935. Sócios e torcedores, inconformados com a atitude, reuniram-se para criar em 4 de junho de 1935 o Clube Atlético São Paulo, que em 16 de dezembro de 1935 retomou o nome de São Paulo Futebol Clube. O primeiro patrimônio adquirido deu-se através da fusão com o Clube Atlético Estudantes Paulista em 12 de setembro de 1938, clube que possuía um campo na Rua da Mooca e que foi fundado por de ex-jogadores e sócios do próprio SPFC, mas que não participaram da criação do Clube Atlético São Paulo. Por ainda não ter uma sede social, os troféus e outros objetos de valor histórico do clube eram divididos entre os conselheiros que guardavam as relíquias em casa.

Segundo o historiador Michael Serra, a primeira pessoa a se preocupar em reunir todo material histórico do clube foi Vicente Feola. Ele trabalhou por 37 anos no clube, afastando-se somente para servir à seleção brasileira e um breve período de um ano em 1960 quando foi técnico do Club Atlético Boca Juniors, vice-campeão argentino. Feola tinha o hábito de guardar muitos recortes de jornal sobre o SPFC e transmitiu esse hábito e a incumbência de reunir os recortes à Agnelo Di Lorenzo formando parte do que hoje é o arquivo do clube. Agnelo foi o historiador e responsável “vitalício” do pelo arquivo do SPFC até seu falecimento em 2007.

O percurso de taças e troféus tomou outro caminho: a partir de 1962 , após a inauguração parcial do estádio do Morumbi (02/10/1960) e da sede social foi possível reunir todas as peças e objetos relacionados aos torneios conquistados pelo clube nas várias modalidades esportivas em um só local. As taças e os troféus passaram a ser colocados em todas as salas do Morumbi, assim como entradas, recepções e corredores. Essa tradição é mantida pelo presidente Juvenal Juvêncio (desde 2006, 3 mandatos), que tem a intenção de encaminhar as taças que não estão expostas ao restauro, para colocá-las nos corredores do clube.

A ideia do Memorial surgiu em 1993, motivado pela sequência de conquistas do time no período 1991-1993. Foram 14 conquistas, 9 em competições oficiais, incluindo o de bicampeão da Taça Libertadores da América e bicampeão do Mundial Interclubes. Foi inaugurado 28 de março de 1994, com o nome de Memorial do SPFC, um dos primeiros centros de memória do país, e o primeiro memorial de clube de futebol brasileiro, a investir em novas tecnologias e multimídia como fontes de informação. As estações multimídia possuíam 400 fotos, 20 minutos de vídeo, 750 páginas de texto, e era necessária pelo menos 50 horas para ver todos os arquivos . O trabalho de pesquisa e elaboração consumiu 5 meses, envolveu cerca de 80 pessoas sob supervisão do Museu da Pessoa.
A primeira reforma, em 2001, manteve o mesmo estilo sem muitas alterações. Após essa, ao menos mais três reformulações foram efetuadas em 2004, 2008 e meados de 2009. A de 2004 foi feita pela nova supervisão de comunicação que assumiu o Memorial na época. No mesmo ano o Conselho Deliberativo aprovou a adoção do nome atual “Memorial Luiz Cássio dos Santos Werneck”, homenagem ao falecido advogado, conselheiro, diretor e ex-presidente do Conselho . Após sucessivas reformas muitos módulos e funções apresentados na primeira inauguração do espaço não existem mais.

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