Histórico do local
A Torcida Organizada Mancha Alviverde foi fundada em 1983, da fusão de três torcidas do Palmeiras: Império Verde, Inferno Verde e Grêmio Alviverde. Foi extinta em 1996, por decorrência de uma briga no Pacaembu envolvendo as torcidas “Mancha Verde”, do Palmeiras, e “Independente”, do São Paulo, pela extinta Supercopa de Futebol Junior, onde 110 pessoas ficaram feridas e um torcedor são-paulino morreu. Para retomarem suas atividades nos estádios de futebol e conseguirem também driblar a decisão jurídica de proibição da presença da Mancha Verde nos estádios, a solução encontrada foi mudar o nome para Mancha Alviverde, isso em 1997. Enquanto a torcida ficou proibida de frequentar os estádios, o bloco carnavalesco da então Mancha Verde foi o que restou do ponto de encontro que os torcedores de futebol tinham em comum, e o que permitiu ser uma “válvula de escape” àqueles tempos difíceis. Quem contou essa história foi Marcos Ferreira, 29 anos, empresário, que integra a Mancha Alviverde há 14 anos e é o atual presidente da torcida. Marcos preside a Mancha desde 2012, sendo que em 2009 foi vice de André Guerra, que por sua vez presidia a torcida desde 2008.
Marcos Ferreira recorda que foi na adolescência em que seus vínculos se estreitaram com a torcida, em um momento em que é comum à vida de muitos adolescentes a busca de traços mais firmes que contribuam para a construção de sua identidade. Uma associação que estivesse diretamente vinculada ao seu clube de futebol, onde fosse possível fazer festa, cantar, vibrar, foram os principais atrativos que a Mancha exerceu sobre Marcos Ferreira. Sua filiação ao Palmeiras deve-se principalmente por influência dos primos mais velhos. Marcos Ferreira jogou em alguns clubes de várzea, como o “Sport Clube Juventude” e outros da região em que ele morava e ainda mora, nas imediações da Santa Ifigênia, bairro da região central de São Paulo. Com 14 anos, tendo que trabalhar, estudar, jogando por times de várzea, e começando a se envolver cada vez mais com a Mancha, Marcos Ferreira teve que optar em priorizar algumas atividades em sua vida. Foi então que a Mancha foi eleita como prioridade, em detrimento inclusive de compromissos familiares como aniversários, casamentos, dias dos pais, das mães…
Descrição das instalações
A sede da Mancha Alviverde localiza-se em uma rua próxima ao Estádio do Palmeiras, no bairro de Perdizes. A casa é facilmente identificada em razão da vitrine da loja da torcida que vende artigos para torcedores.