Mário Lúcio Duarte Costa iniciou a carreira profissional na Ponte Preta. Pelo time de Campinas (SP), foi eleito melhor goleiro estadual em 2008 e 2017. Entre outros, defendeu as cores de Atlético-MG, Palmeiras e Santos, clube pelo qual disputou 125 partidas.
Desde cedo, porém, Aranha entendeu a realidade do negro no Brasil, em muito letrado pelo rap, pagode e samba. Ainda nas categorias de base, ouviu manifestações racistas sobre goleiro negro. Ao longo de sua vida e carreira, passou por diversas situações, entre violência policial e ofensas raciais. Aranha resistiu e aguardou um momento oportuno, quando já era titular do Santos havia dois anos e em jogo televisionado para todo o Brasil, para denunciar que milhares de torcedores adversários lhe insultavam. Resultado: a notícia rodou o mundo, e o Grêmio foi eliminado da Copa do Brasil de 2014.
Como outros jogadores negros, Aranha sofreu represálias por sua rebeldia e teve a carreira abreviada. Mas sua altivez e militância o eternizaram como protagonista da luta antirracista. Atualmente, o ex-goleiro segue atuando na causa, ora escrevendo livros (Brasil Tumbeiro e José do Patrocínio) e colunas em portais, ora sendo parceiro de entidades no combate ao racismo.






