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Instituição

Ajax da Vila Rica


Instituição

Ajax da Vila Rica


O Ajax Futebol Clube da Vila Rica, Zona Leste, é reconhecido entre jogadores, torcedores e demais envolvidos com o futebol de várzea de São Paulo como o time cuja a torcida é uma das mais apaixonadas da cidade. Campeão da Série A da Copa Kaiser 2012, o Lobão da Vila foi fundado em 1973.
O time possui uma sede que esteve em reforma em 2012, na Rua José Martiniano de Alencar, bairro de Vila Rica, Zona Leste da Capital.


Data de fundação

1973

Histórico do local

Criado em 1973 – ano em que o time do Ajax da Holanda conquistou o tricampeonato da Liga dos Campeões da UEFA –, o Ajax da Vila Rica hoje possui entre seus torcedores cerca de 4.000 (quatro mil) integrantes. O time foi fundado pelos irmãos de Mauro Domingos da Silva, conhecido pelo apelido de “Garrafão”, que lembra ainda de outros dois “japoneses” que participaram da criação do Ajax, o Shiu e o Paulão.
Em seus primeiros anos, o Ajax era dividido em primeiro e segundo quadros. Garrafão foi jogador de um dos quadros, e fez parte da “molecada que jogava direto, em um campo ali perto da delegacia”.
No Colégio Irene Ravache, próximo ao CDC Vila Rica – do qual o Ajax é hoje um dos times gestores –, o irmão de Garrafão montou um time, o Nova Iorque, e o estimulou, à época com 18 anos, a montar o outro quadro da equipe.
Por um momento de sua trajetória o Ajax não jogou. A mãe de Garrafão, evangélica que nas palavras de Garrafão “não ia muito com negócio de futebol, mas por causa da gente ela apoiava”, mostrou-se preocupada com as situações de violência que porventura surgiam nos jogos disputados pelo Ajax. Uma situação tida por ela como limite a fez impor o encerramento das atividades do time, decisão acatada pelos jogadores, alguns deles seus filhos. Passado algum tempo, voltando da feira, a mãe de Garrafão percebeu uma concentração de pessoas em frente ao bar que gradualmente crescia, bebendo ou não, formada por muitos dos que jogavam no Ajax. Aparentemente, estavam todos ali sem nenhuma atividade que pudesse dar significado às suas vidas para além dos compromissos com o mercado de trabalho. Isso a fez rever sua posição e sugerir que, se a falta de futebol fazia com que eles ficassem ali, pois que eles voltassem a jogar. Era o aval que os jogadores tanto queriam ouvir.
O time voltou a jogar acompanhado de sua marcante torcida, que chegou a ser levada a alguns campos em uma carreta cegonha, dada a desproporção entre a demanda de pessoas que queriam ir aos estádios e os recursos materiais para providenciar esse deslocamento dos torcedores.
Atualmente o Ajax possui um quadro de veteranos (com jogadores entre 40 e 50 anos de idade), e uma categoria de base com 280 garotos cadastrados, com idade que varia dos sete aos 17 anos, que gera de custo apenas a compra do fardamento. Esses garotos são treinados por professores de Educação Física credenciados pelo Conselho Regional de Educação Física (CREF), e seus salários são em parte custeados por vereadores.

Sede própria

Sim

Descrição das instalações

A primeira sede do time ficava nos fundos da casa da mãe de Garrafão. Já bastante envolvido com o time, ele pediu à ela que liberasse o espaço. Nessa época seu pai já era falecido. Na frente da residência funcionava uma mercearia que vendia arroz, feijão, carnes e alimentos similares. Quinze anos depois, o estabelecimento passou a ser um bar – com venda de petiscos e bebidas. Foi quando Garrafão sugeriu ao dono (locatário do imóvel que pertencia à sua mãe) que fossem feitas algumas prateleiras para expor os troféus conquistados pelo Ajax. O dono autorizou e anos depois o bar veio a ter como proprietário o próprio Garrafão.

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