Já ficou longe o tempo em que o esporte era simplesmente uma coisa lúdica, um entretenimento, um encontro de apaixonados por um tipo de jogo, por uma bola, uma quadra, uma piscina, uma pista. Muito longe. Ano a ano, sobretudo a partir das duas últimas décadas do século passado, o esporte foi se transformando numa velocidade superior até à de seus atletas e jogadores. Hoje, qualquer uma das modalidades esportivas é um negócio. E o esporte, tratado como o conjunto dessas modalidades, é um grande negócio internacional que não raro se avalia mais até pelas cifras do que pela qualidade. O esporte virou uma das mais poderosas atividades econômicas do mundo.
É dessa transformação, e portanto da própria história dos esportes, que Claudio Nogueira trata neste seu terceiro livro, valorizado, entre outras coisas, pela precisão dos dados, das informações, dos números e, como não podia deixar de ser, das milionárias quantias. Mas não pensem que, por se valer da contundência dos números, a obra de Claudio Nogueira perde em conteúdo humano. Ela, a obra, se caracteriza também pela abrangência. Vai do marketing esportivo e dos patrocínios a entidades e ídolos mundiais até chegar ao torcedor, o homem das arquibancadas que (ainda) guarda a paixão que impulsiona o esporte. E não apenas o homem, é claro, mas a mulher, a presença feminina que se faz cada vez mais forte e influente como torcedora e como praticante de esporte. Em relação à mulher, não falta sequer a alusão a uma esportista americana que inspirou a criação, vejam só, de uma das personagens do famoso romance “O Grande Gatsby”, de Scott Fitzgerald.


