No fim saímos todos como que de mãos dadas pela comprida e malcuidada estradinha que levava às Populares. Dava para sentir que sobre todos baixara uma baita alegria por estar ali, juntos e animados. Um certo sentimento de pão repartido, de passo confiado. Como que nos envolvia, de graça e de repente, a proximidade daquele mundo bom e sem frescuras que um dia tem que chegar e que na prática é tão difícil. Um mundo onde os irmão enfim se reconhecem e Deus enfim caminha entre nós, de pés descalços. Até hoje, quando a barra do mundo pesa, eu me lembro daquela noite, na estradinha, todos caminhando e rindo juntos no escuro. Betina, Maitá, Amaro, Tonhão, Bejeja, Dorinho, Secretário do Diabo, Lídia e até a chata da Marildinha.

