Na década de 1990 surgiu na Argentina o fútbol callejero, um futebol sem juiz, com times mistos, cujos participantes é que estabelecem em comum acordo as regras do jogo. Ao longo dos anos 2000 espalhou-se pelo Brasil. Mas o marco principal foi mesmo o biênio 2013-2014, quando a Ação Educativa assumiu a responsabilidade de realizar o Mundial de Futebol de Rua em parceria com a FUDE – Fundación Futbol para El Desarollo – que ocorreu paralelamente à Copa do Mundo da FIFA, com a participação de 280 jovens de 20 países e teve ampla repercussão. Este livro, de certa forma, é a comemoração dos 10 anos daquele evento com vários artigos que ajudam o público entender as regras, o papel do mediador e mediadora e o potencial do futebol de rua para as práticas de mediação de conflito, educação popular e promoção da igualdade de gênero, entre outras dimensões. O futebol pode ser uma ótima ferramenta de formação para a cidadania.







