Alegre, descontraído, fascinante. As pernas tortas, o drible fácil, a alegria do povo. Era Garrincha dando um baile nos russos na Suécia ou nos espanhóis no Chile. O futebol era mais um brinquedo. Como beber, pescar, correr atrás das mulheres, soltar pipa e caçar passarinhos. Mas os anos iam se passando. As pernas não eram mais as mesmas e Garrincha já não servia para os times grandes. E ele não desistia, queria jogar, fazer aquilo que mais sabia, brincar com a bola. É que “quem já foi Garrincha não consegue ser Manoel dos Santos outra vez”.



