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Família joga bola: jovens futebolistas na várzea paulistana


Família joga bola: jovens futebolistas na várzea paulistana


Não é errado dizer que este livro trata da formação de jogadores e que seu universo são os circuitos que margeiam os centros especializados, em geral vinculados aos clubes profissionais e aos agentes de jogadores. Mas como a etnografia vai muito além e o interesse se desloca da formação de jogadores para a constituição da pessoa desses jovens futebolistas: sujeitos lapidados socialmente em meio às agruras características das classes trabalhadoras urbanas, permeados por desafios de toda ordem – muito além daqueles que o treinamento e a competitividade impõe – e cheias de esperanças, sonhos, ilusões e, eventualmente, realizações. As teias que conectam diferentes mundos: o futebol profissional e o amador (a várzea), o espectro da dádiva e do interesse, os “aparentamentos” que forjam coletivos de cooperação e conflito, múltiplos cenários de periferia urbana, identificações de classe, de gênero e de geração.


Suporte

Papel

Número de páginas

452

Dimensões

16 x 23cm

ISBN/ISSN

9788584990702

Série e volume

EntreJogos

Sumário

Apresentação (Heitor Frúgoli Jr.) p. 11

Prefácio (Luiz Henrique de Toledo) p. 17

Introdução p. 23

Parte I – A várzea… na vida em Guaianases
Capítulo 1 – Campos, festas e pedreiras: narrativas varzeanas p. 45
1.1 – O “Galo da Central” p. 57
1.2 – A várzea e o “pessimismo sentimental” p. 67

Capítulo 2 – Fardamentos, cervejas e o rodar: “a várzea exige muito” p. 77
2.1 – Copa Kaiser de Futebol Amador p. 92
2.2 – Um 2012 “aos trancos e barrancos” p. 97
2.3 – O rodar varzeano p. 107

Capítulo 3 – “Futebol e política andam de braços dados” p. 117
3.1 – Mecenas da várzea p. 119
3.2 – Relações político-esportivas p. 121
3.3 – Diretores-assessores p. 126
3.4 – A “batalha” diária p. 135
3.5 – Eleições 2010 p. 140
3.6 – Conselho Tutelar p. 151
3.7 – O jogo político no gramado sintético p. 157

Várzea como ambiente: alguns apontamentos p. 167

Parte II – O futebolista e a família

Capítulo 4 – Cidades futebolísticas: tempos e espaços do jogar p. 173
4.1 – Escolinha, categorias de base e parcerias p. 177
4.2 – Circulação pela cidade futebolística p. 191
4.3 – Quando os campos são a cidade p. 196

Capítulo 5 – Dinâmicas do “aprender”: observar, reproduzir e repetir p. 203
5.1 – “Tem que jogar como homem”: masculinidades e feminilidades no futebol p. 224
5.2 – Aprender a “jogar bola”: habilidades e educação da atenção p. 239

Capítulo 6 – O futebol como projeto familiar: investimentos e sacrifícios p. 249
6.1 – Projetos familiares futebolísticos p. 253
6.2 – Interações familiares p. 261
6.3 – Individual e coletivop p. 267
6.4 – A primazia do filho futebolista p. 269
6.5 – Casas futebolísticas p. 275
6.6 – Comensalidade e convivência p. 279
6.7 – Público e privado p. 283
6.8 – Escola-trabalho-futebol p. 288
6.9 – A reconversão: “O bom filho à várzea torna” p. 294

Capítulo 7 – Entre “arapongas” e “traições”: proximidade e circulação na atuação dos agentes de futebol p. 303
7.1 – O agente Leonardo e sua “família futebolística” p. 312
7.2 – O agente Lúcio e o mundo dos “oportunistas” e “picaretas” p. 326
7.3 – “Amarrar” e ficar “apegado”: dinâmicas de proximidade e partilha p. 340
7.4 – Famílias em movimento: circulação por casas, alojamentos e cidades p. 349

Capítulo 8 – Famílias esportivas: narrativas e trajetórias de jovens futebolistas p. 367
8.1 – A família esportiva de Bernardo, 374
8.2 – A família esportiva de Fabio Augusto p. 388
8.3 – A família esportiva de André p. 398
8.4 – A família esportiva de Ricardo p. 407
8.5 – A família esportiva de Vitor p. 417
8.6 – A derrota no Pacaembu: trajetórias cruzadas p. 420

Família como processo: últimos apontamentos p. 422

Considerações finais p. 429

Referências bibliográficas p. 435

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