Bill Buford conviveu com os hooligans ingleses durante quase quatro anos. Fartou-se de fish’n’chips embrulhados em papel jornal e oceanos de cerveja barata; de odores de milhares de corpos em fricção pouco amigável e de gás lacrimogêneo; de sentimentos que mesclam o medo à excitação quase sexual. Mais do que fazer um exercício de sociologia do comportamento grupal patológico, Buford, neste livro, mostra como a experiência da violência de massa, partilhada sob o manto do suposto anonimato, exerce um apelo insidioso, por vezes irresistível, até nas mentes mais esclarecidas.

