O protagonista, nascido em 1988 – mesmo ano da nossa última Constituição – é um jogador de futebol consagrado, prestes a cobrar o quinto pênalti do Brasil contra a Alemanha, que já havia convertido os seus cinco. Se fizer o gol, cumpre sua parte e o Brasil pode se tornar hexacampeão, fechando definitivamente a ferida aberta no vergonhoso 7 a 1. Mas, se errar, voltamos à banal condição de vice. Esse instante, congelado no tempo, também é uma chance de se vingar não da Alemanha, mas do próprio Brasil, que tanto negou, confiscou, roubou do seu povo.


