Nascido em Encantado, subúrbio carioca, Fausto dos Santos iniciou no futebol jogando pelo Bangu. Tornou-se ídolo no Vasco, onde conquistou títulos. Em tempos de amadorismo, o centromédio aproveitou uma excursão pelo clube cruzmaltino para permanecer na Europa, sendo junto com Jaguaré os primeiros brasileiros a defender o Barcelona-ESP. Antes de regressar ao Brasil, ainda atuou pelo Young Fellows-SUI.
Embora tenha desfilado sua categoria por lá, Fausto foi alvo de jornais espanhóis e portugueses em crônicas e charges racistas. Nessa época, já era conhecido pelo exótico apelido “A Maravilha Negra”, dado pela imprensa uruguaia devido a suas grandes atuações com a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1930. Pelo país vizinho, também defendeu o Nacional-URU. Encerrou abruptamente sua carreira no Flamengo, onde também demonstrou elegância e precisão nos passes apesar de já estar doente. Vítima do racismo estrutural, esse craque que encantou o mundo morreu de tuberculose aos 34 anos, miserável, esquecido e abandonado em um sanatório em Santos Dumont-MG.





