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Copa do Mundo de 1962

Chile

Copa do Mundo de 1962

Chile

Em 10 de julho de 1956, no Congresso da FIFA realizado em Lisboa, Portugal, o Chile conquistou o direito de organizar a sétima edição da Copa do Mundo. Mas, em 21 de maio de 1960, um terremoto devastou o Chile. Foi considerado o pior terremoto da história do país em quatro séculos, deixando 5 mil mortos, 2 milhões de desabrigados e arrasando uma área de 400Km2. A menos de dois anos da Copa, o Chile estava economicamente e psicologicamente devastado. Muitos propuseram a troca da sede.
Graças à luta incansável do presidente do Comitê Organizador da Copa, o chileno (nascido em Niterói) Carlos Dittborn, o Chile não só manteve a Copa como conseguiu se reerguer de maneira espantosa, num ato de extrema bravura e coragem, como podemos ver nas palavras de Dittborn: “Precisamos desta Copa. Muito mais do que das esmolas dos ricos. Se tivermos a Copa, aí sim teremos tudo – as atenções e as simpatias do mundo e o dinheiro que nos ajudará a sair dos abismos”. Trabalhando dia e noite, sob o lema “Ya que nadie tenemos, los haremos todo” (“já que nada temos, faremos tudo”), o Chile reconstruiu o Estádio Nacional e mais os estádios de Viña del Mar, Rancágua e Arica. Aliás, este último foi batizado postumamente de Carlos Dittborn, falecido em fevereiro de 1962, vítima de um colapso cardíaco, causado pelo excesso de trabalho.
Um recorde de 57 países inscreveram-se para as eliminatórias desta Copa, mas a festa foi exclusiva para europeus e latino-americanos. Além de Chile e Brasil, estiveram presentes Uruguai, Argentina, Colômbia (estreante), México, Espanha, Itália, Inglaterra, Hungria, Bulgária (estreante que eliminara, surpreendentemente, a forte França), Tchecoslováquia, Suíça, Alemanha Ocidental, Iugoslávia (campeã olímpica) e União Soviética (campeã europeia).
O Mundial do Chile não teve grandes surpresas. Exceto pela violência exacerbada no jogo Chile e Itália, que terminou em 2X0 para os anfitriões e eliminou a Itália ainda na fase de grupos, e pela grave contusão de Pelé, no segundo jogo do Brasil, que não jogou mais nenhum minuto nesta Copa. Nas quartas de final, o Chile eliminou a União Soviética, a Tchecoslováquia bateu a Hungria e a Iugoslávia finalmente conseguiu eliminar a Alemanha, depois do inverso ter acontecido em 1954 e 1958. E o favorito Brasil eliminou a Inglaterra, com um gol de Vavá e dois de Garrincha, herói absoluto daquele ano, finalmente superando a perda de Pelé.
Nas semifinais, a Tchecoslováquia eliminou a Iugoslávia em 3X1, enquanto Brasil e Chile faziam um jogo emocionante em que, apesar do apoio dos 76 mil chilenos à seleção da casa, os brasileiros alcançaram a final, ganhando por 4X2. Na decisão, os tchecoslovacos saíram na frente com gol Josef Masopust, mas Amarildo, substituto de Pelé, empatou ainda no primeiro tempo. Zito desempatou e Vavá garantiu o bicampeonato mundial marcando o terceiro gol brasileiro. E então, coube ao capitão Mauro receber e levantar o troféu Jules Rimet, no gesto já eternizado por Bellini.

A bola usada na copa de 1962 no Chile se chamava Mr.Crack. Na época de chuvas os jogadores reclamavam que as bolas ficavam mais pesadas, isso devido as bolas absorverem com muita facilidade a água. No sol, perdiam sua cor amarelada e desbotava. No chute inicial, entre Chile e Suíça, o árbitro encontrou bolas descascadas e recomendou a substituição por bolas europeias, o que se repetiu em outras partidas.


Forma de disputa

Mista

Abrangência geográfica

Mundial

Título

Campeão do mundo

Taça

Taça Jules Rimet

Número de equipes

16

Número de jogos

32

Total de gols

89

Média de gols

2.78

Cartões vermelhos

6

Empates em 0x0

4

Maior goleada

Iugoslávia 5X0 Colômbia – 07/06/1962

Detalhamento da forma de disputa

Fase de grupos: 4 grupos de 4 seleções, se enfrentam em turno único, dentro do próprio grupo, classificando-se os dois primeiros colocados. Quartas de final, semifinal e final: jogo único.

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